O Benfica foi derrotado pela primeira vez na Luz, esta época, em jogos a contar para a Liga Sagres. Uma noite menos conseguida da formação "encarnada" que, frente a um eficaz V. Guimarães, não conseguiu encontrar o caminho da baliza, mesmo tendo em conta que dominou por completo a partida referente à 22ª jornada da competição. Pecado capital, certamente a dificuldade em criar lances de perigo durante larga parte do jogo.Repetindo o mesmo "onze" que arrecadara os três pontos na Figueira da Foz, Quique Flores até mesmo na colocação das peças no xadrez deu o esperado seguimento, deslocando Reyes para a direita e mantendo Di María na esquerda (solução que se revelara vital na vitória sobre a Naval). Mais surpreendente foi a forma como Manuel Cajuda dispôs a sua formação, apostando num 4-4-2 em losango no qual Marquinho e Roberto fizeram par na frente, enquanto Flávio surgiu numa posição traseira e Nuno Assis como o mais avançado elemento de um miolo em que Desmarets descaiu para a esquerda e João Alves para a direita.

Um losango que se revelaria, ao longo de toda a primeira parte, talhado para missões mais defensivas e não tanto para criar. Dificuldades, pois, para um Benfica a apostar no jogo pelos flancos e apresentando diversas soluções atacantes (quase sempre provenientes de combinações entre Aimar, Reyes e Di María) mas que pecou quase sempre por, na hora da conclusão, apresentar poucas peças na zona de tiro (Cardozo muito isolado). Assim, rarearam as situações de perigo, tendo sido mormente em lances de bola parada (especialidade benfiquista) que se registou maior alvoroço nas quase cheias bancadas da Luz. Exemplo disso, aos 42', numa assistência de Luisão (após livre de Reyes) para Aimar que não conseguiu atirar com pontaria, apesar de estar em boa posição.
As dificuldades continuaram na segunda parte, com o Benfica a tentar apresentar um futebol mais apoiado e tendo em Katsouranis peça fulcral em termos de reacção, pois o grego começou a subir mais no terreno, tentando criar os até então inexistentes desequilíbrios nas transições ofensivas. E foi já com Nuno Gomes (Cardozo "sacrificado") em campo que o grego desperdiçou uma boa oportunidade, chutando ao lado após centro de Aimar. Corria o minuto 66 e, na resposta, o Vitória, imagine-se, chegou ao golo por intermédio de Roberto na sequência de um rápido contra-ataque gizado por Marquinho. Na sua primeira oportunidade, a formação minhota marcava e gelava a Luz.
Logo depois,
cheirou a empate, com Nuno Gomes a cabecear para grande defesa de Nilson, após centro de Di María. Mas a distância existente entre os jogadores benfiquistas e a eficiência defensiva vimaranense não facilitou a tarefa de um Benfica que terminou o jogo com Balboa na direita, Reyes na esquerda e Urreta no apoio a Nuno Gomes, continuando Aimar enquanto construtor de jogo. Era o tudo por tudo, mas mais com o coração do que com a cabeça. E foi, curiosamente, com a cabeça que Miguel Vítor obrigou Nilson à defesa da noite, após livre apontado por Reyes que, logo depois, assistido por Nuno Gomes, atirou ao lado. Ainda antes do final, destaque para toque de calcanhar de Urreta, isolando Balboa, que atirou ao lado. Lance derradeiro de um Benfica em noite menos feliz e que poderá ter dado um passo atrás na luta pelo título...Agora é ganhar a Taça da Liga! A final será disputada este sábado no Algarve, frente ao Sporting.
Força Benfica!!!

















ande parte por mérito de Nuno Marçal (28 pontos) e em que chegou a estar em vantagem.